sexta-feira, 28 de junho de 2013

POESIA SEMPRE: MALABIA 56 * ARICY CURVELLO - ES

Poesia sempre


Como matéria principal trouxe poetas da América Latina, alguns deles pela primeira   vez  publicados em nosso país. Essa feição internacional caracterizou sucessivas edições, voltadas para a poesia de algum país estrangeiro. Seu nº 2, para a de Portugal. Seu nº 3, para a dos Estados Unidos. E assim por diante. Raras vezes “Poesia Sempre” dedicou-se a um tema ou um autor brasileiro. O que é de se lamentar, pois circula internacionalmente, em todo o mundo culto.
Assumindo em 2012 a tarefa de editar a revista, o professor/poeta/crítico Afonso Henriques Neto decidiu construí-la com o olhar voltado para a poesia do Brasil. E pensou de imediato em dar ênfase aos estados brasileiros, com o propósito de realizar um retrato o mais abrangente possível da história da poesia desses lugares. E  resolveu principiar pelo rico manancial de Minas Gerais, logo no primeiro número sob sua direção,o de nº 36 ( Ano 18, referente a 2012).
É uma bela edição, sob a coordenação editorial de Raquel Fabio, com uma iconografia mineira muito bem selecionada.
Abrindo o volume, o ensaio “Minas Gerais e sua poesia”, da professora (UFMG) e escritora Letícia Malard.
Traz o cânone da maior parte da poesia mineira, sistematicamente ordenadoem três seções, incorporando os contemporâneos :
- Poetas Clássicos : desde o início e o Arcadismo do século 18 até o Parnasianismo [Santa Rita Durão, Basílio da Gama, Cláudio Manuel da Costa, Tomás Antônio Gonzaga, Silva Alvarenga, Bernardo Guimarães, Augusto de Lima, Alphonsus de Guimaraens, Severiano de Resende, Archangelus de Guimaraens];
- Modernismo : século 20, destacando Drummond, Emílio Moura, Pedro Nava,  João Alphonsus, Ascânio Lopes; Rosário Fusco ;
- Após-Modernismo : séculos 20 e 21, com 35 poetas, dez dos quais já falecidos [Henriqueta Lisboa, Abgar Renault, Bueno de Rivera, Alphonsus de Guimaraens Filho, etc.] e 25 contemporâneos,  entre os quais Adélia Prado, Affonso Rommanno de Sant’ Anna, Carlos Ávila, Ricardo  Aleixo, Ronaldo Werneck, Sebastião Nunes, Yeda Prates Bernis, Wilmar Silva e o autor destas mal traçadas.

A revista “Poesia Sempre”, em sua edição nº 36, dedicada inteiramente à poesia de Minas Gerais, pode ser adquirida à Loja do Livro da Biblioteca Nacional do Brasil,
no Rio de Janeiro: www.bn.br/lojadolivro 

telefone  (21) 2220-  1309
e-mail :    lojadolivro@bn.br

sábado, 8 de junho de 2013

VERSOS DE OUTONO ANTOLOGIA - CONFRARIA DE AUTORES 2013 * ANTONIO CABRAL FILHO


VERSOS DE OUTONO ANTOLOGIA, selo CONFRARIA DE AUTORES, da Editora MAR DE LETRAS, é uma iniciativa do escritor Delmo Fonseca, que explica "Por que Versos de Outono?". Segundo ele, "o objetivo desta antologia é homenagear  o poeta chileno Pablo Neruda ( Prêmio Nobel de Literatura de 1972). Prosseguindo diz que " nenhum outro pôde exprimir de forma tão singela sua admiração por essa estação." E conclui dizendo "Versos de Outono, dessa forma, junta-se a outras belas obras literárias, como o outono, que cumpre sua função na Natureza, e Neruda, que tão bem desempenhou sua função na Poesia.
Em VERSOS DE OUTONO ANTOLOGIA encontramos um conjunto de autores firmes no caminho das letras, pois podemos constatar o modo seguro como cada um se expressa na construção dos versos. Mesmo que se faça presente a predominância do verso-livre, a fatura de cada um faz realçar o conjunto e, ainda que hajam poucos representantes das "formas fixas", há a resistência de alguns sonetos seguidos de poemas rimados sem pretensões. 
Nesta viagem eu sigo Abel Jofre, Adílio Jorge Marques, Ana Issa, Ana Paula Soeiro, André Anlub, Andréa Ariella Cristaldi, Antonio luiz Cazumbá da Costa, Beto Acioli, Bruno Crispin Cardoso, Carlos Eugenio Vilarinho Fortes, Carlos Marcos Faustino, Delmo Fonseca (Org.), Eduardo Ribeiro Toledo, Elis Marcio Rodrigues e Silva, Elvira Campos Barroso Alves, erika Valença de Lucena, Henrique Biscardi, Jaair Martins, Luciana do Carmo, Lucimar Espíndola Eudociak, Malu Monte, Marisa Resnitzky, Mariani Lima, Pedro Jorge, Renata Carone Sborgia, Simone Martins, SOL Figueiredo, Sônia Arruda e Tatiana Viegas.
Mas devo confessar que não me sinto intimidado por estar cercado em meu haicai e poemas piadas. Quem quiser conferir, entre em contato: letrastaquarenses@yahoo.com.br

quarta-feira, 8 de maio de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS * ANTONIO CABRAL FILHO



ANTOLOGIA DE POETAS BRASILEIROS CONTEMPORÂNEOS

Caros leitores e colegas escritores, é com imenso orgulho que divulgamos a listagem oficial das maravilhosas cabeças selecionadas para o livro "Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos", organizado por Elenilson Nascimento (Editora Pimenta Malagueta). Segue abaixo a lista oficial com os autores selecionados. Parabéns a todos os colegas poetas.

fonte: PMC
P. S. Divulgue no seu site e/ou blog e envie o endereço pra gente! Abração

domingo, 3 de março de 2013

MARIA DA PENHA 08 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER * Antonio Cabral Filho

www.mariadapenha.org.br 
*

 TROVAS À PROFESSÔRA MARIA DA PENHA 
Razão da Lei Maria da Penha
**
Maria da Penha é grei,
que põe contra a lei das armas
o poder de arma da lei
sobre os senhores do karma.
&
Maria da Penha oh é
nordestina e feminista,
dá exemplo pra quem quer
aprender matar machista.
&
Maria da Penha é ser
total Maria da Penha,
toda força pra vencer
aquele que as armas tenha.
&
Maria da Penha, é teu
o gosto desta vitória,
vitória que mereceu
brilhar no templo da glória.
&
Com o dinheiro não me iludo,
ante a quem passou por tanto,
mas sei que a vitória é tudo
sobre a derrota do quanto.
&
Nem a razão soturna
justifica tal loucura,
com torpeza tão noturna
contra outra criatura.
&
Salve Maria da Penha
e com meu gesto demonstro
que na luta vale a pena
tudo que derrote o monstro.
&
Maria da Penha tece
sua rede na memória
junto com quem não esquece
de quem constrói nossa história.
&
Lute Maria da Penha!
Não dê férias pra madeira
nem descanso para a lenha,
lhe quero sempre guerreira.
**

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

LIRA DOS QUINZE ANOS * Antonio Cabral Filho


Oh que alívio que eu tenho
daqueles colegas de infância
com seus mundos cor-de-rosa,
heróis de história em quadrinho,
coca-cola, chiclete, carmanguia,
lencinhos perfumados, documentos,
sem sombra de movimentos
que os anos não trazem mais.

Como eram frios os versos
profundamente românticos!
Mas contra os versos
profundamente românticos
a alma dos versos meus
é francamente livre
e cospe na cara do eu-lírico
que caça borboletas azuis.

Oh que alegria que eu trago
das minhas gazetas da infância,
daquelas tardes jongueiras
à sombra dos oitiseiros
entre o Largo da Carioca
e o Tabuleiro da Baiana
com tudo quanto é quitute,
cuscuz, cocada, quindins
e os chamegos da mulata.

Oh que saudades que eu tenho
da minha Avenida Central,
avenida dos meus sonhos
colhidos na Cinelândia
e comidos nos Arcos da Lapa
por alguma linda Brigite
com beijo gosto de menta
e seios de Marilyn Monroe.

Pobre do espírito pudico
que nunca esbarrou com Cupido!
Jamais se esbaldou
nas tabernas da Praça Mauá
degustando "Cuba-Libre"
com as nossas Bardots,
nem trocou beijos calientes
entre senha e contrassenha
com alguma companheira
aos cicios "pela revolução!"
nas esquinas da Rio Branco.

Livre filho suburbano
desfilava satisfeito
por meu boulevard sem Paris
da minha Avenida Central,
que só virou Rio Branco
para agradar ditos-cujos,
e ria com meus olhos leigos
da anarquia arquitetônica
daquele casario sem eiras,
que o Pereira "passo" extinguiu
com um só "bota-baixo".

Naqueles tempos ruidosos
de ardente adolescência,
papai montava a cavalo
e saia pra campear,
mamãe brandia o chicote
e o leite fervia
no fogão a lenha,
eu era pingente de trem
e oficie-boy da Light
e Che Guevara era bandeira
nas barricadas de Paris.

Ai que saudades que eu tenho
da Avenida Rio Branco
como um palco a céu aberto
p'rum coro de cem mil vozes
cantando Geraldo Vandré:
"Vem, vamos embora,
que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora
não espera acontecer."

Mas "saudade" que eu sinto,
"saudades" que me doem fundo mesmo,
são da Avenida Rio Branco
na passeata dos Cem Mil
no auge dos meus quinze anos,
daquela gente bronzeada
mostrando tanto valor
só pra mudar o Brasil,
dos "bailes" que eu dei nos "ome"
na Biblioteca Nacional
com o saco de bola de gude,
do Wladimir trepado no poste
gritando "Abaixo a Ditadura!"
alheio ao gás lacrimogêneo,
das balas com endereço certo
e o sangue correndo solto......
...................................................
São "saudades" que a palavra
lhes recusa a assinatura,
coisas muito duras para esquecer
como diz o Rei Roberto,
mas me fazem muito bem
que os anos não tragam mais.

Por isso eu sigo cantando
"Caminhando" com Vandré:
"Vem, vamos embora,
que esperar não é saber.
Quem sabe faz a hora,
não espera acontecer!"