domingo, 3 de junho de 2018

Sebastião Vasconcelos / Haicais * Antonio Cabral Filho - RJ

Sebastião Vasconcelos / Haicais(*) 















Sebastião Vasconcelos - PB, iniciou curso de economia mas não concluiu, é ex funcionário do BB, tecnico em meteorologia com atuação no INMET - Instituto Nacional de Meteorologia. É funcionário da Prefeitura Municipal de Campina Grande. 
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segunda-feira, 30 de abril de 2018

Kobayashi Issa / O Haicaísta Feliz / José Lira * Antonio Cabral Filho - RJ

*O Haicaísta Feliz /  Kobayashi Issa*
José Lira 
Crossing Borders 2018
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Um doa mais queridos haicaístas do Japão, Kobayashi Issa teve uma vida marcada por infortúnios. Sua mãe o deixou órfão aos três anos; a madrasta o impediu durante vinte e cinco anos de apossar-se de uma modesta casa, único bem que o pai lhe deixara; casou-se aos cincoenta e três, idade que na sua época já correspondia à velhice; perdeu a mulher e quatro filhosainda crianças; casou-se outra vez; separou-se; voltou a casar; perdeu a casa num incêndio; e não chegou a ver nascer a última de suas filhas. Tinha tudo para ser um poeta amargurado, mas a irreverência e a ironia são as características mais marcantes de sua escrita, tornando-o diferente de todos os outros  grandes mestres do haicai, apesar de que os sentimentos de solidão e transitoriedade próprios desse tipo de poema também permeiam seus textos.
Muitos dos haicais de Issa, nos quais ele se mistura a moscas, pulgas, piolhos, lesmas e outros seres menores, são impregnados de uma cósmica e pungente correlação entre as fugazes preocupações humanas e a calma submissão dos animais aos designios da natureza. 
Esta não é, na verdade, matéria incomum nesse gênero poético que tem a mesma natureza como foco, mas ninguém como Issa tratou com tanta singeleza e descontração as questões existenciais subjacentes a toda obra literária.
Sem as consultas e os empréstimos feitos às traduções de Issa em outras línguas que não a nossa não me teria sido possível reunir aqui estas minhas "versões adaptadas". 
Registro com gratidão os nomes de R. H. Blyth ( Haiku ) e Jean Cholley  ( En Village de Miséreux ), fontes seguras de referências à vida e à obra do mestre. 
Esta brevíssima mostra dos mais de vinte mil haicais de Issa com certeza omitiu textos essenciais e incluiu outros que só se justificam por inevitáveis questões de aptidão tradutória e gosto pessoal.
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Observação à Parte:

José Lira é um mestre do haicai. Quem já o conhece sabe disso e quem ainda não tem essa felicidade, deve fazê-lo o mais rápido possível: trata-se de um sábio. O trabalho que ele vem realizando sobre haicai, baseado nos clássicos mais remotos, é de uma importância ímpar no gênero. Afinal, traduzir escritos produzidos numa língua quase desconhecida, fundada nos ideogramas orientais, não é pouca coisa. Além disso, do trabalho intelectual, conta ainda o esforço editorial: publicar e divulgar o material produzido. Esse é outro lado da epopeia, o ingrato, pois o mercado é estreito e excludente. E por dois aspectos: 1 - haicai. 2 - autor brasileiro. Caso fosse um oriental, ainda que não japonês, haveria "outra" via a ser trilhada... 
Nesse sentido, colocar-se ao lado, mesmo desprovido das armas convencionais, tem sido a forma de fazer coro com seu canto. E quem quiser engrossar a banda, seja bem vindo!

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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Haicais * Prof Roque Aloísio Weschenfelder - RS

Haicais
Facebook
https://www.facebook.com/roquealoisio.weschenfelder 
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Dia muito molhado:
a primavera festeja,
flores perfumadas.
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Verão quase à vista,
primavera mui gostosa:
Sol bema vontade.
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Manhã temporal,
tarde bem ensolarada:
Noite de esperança.
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quinta-feira, 24 de agosto de 2017

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Yara Falcon / Haicais Antonio Cabral Filho - RJ

Yara Falcon / Haicais

Bio
Yara Falcon nasceu Yara Cecy Falcon Lins
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Economista; Mestra em Desenvolvimento Social-CE, reconhecido pela Universidade Autônoma de Barcelona; Possui curso de doutorado em Economia Aplicada na Universidade Autônoma de Barcelona/Espanha; Especialização em Gestão de Qualidade Total; Especialização em Controle de Qualidade, em 1996, no Japão. Curso de Poesia e Literatura no Canadá, com a escritora e poeta Carole Langille, 2006. É membro da Academia de Letras e Artes do Nordeste – ALANE –AL, Academia Maceioense de Letras – Maceió-AL, Academia Alagoana de Cultura-AL, Sociedade Brasileira de Médicos Escritores – AL/BR SOBRAMES e Academia Literária dos Magistrados de Alagoas. Ganhou o Troféu Dia Internacional da Mulher pela Academia de Letras e Artes do Nordeste, 2008-ALANE, Troféu Poetisa pela Academia Maceioense de Letras-AML, Diplomas de Honra ao Mérito pela ALANE e AML. Diploma e placa de Honra ao Mérito pelos serviços prestados a Academia de Letras e Artes do Nordeste, 2009. É Autora dos encartes para a Gazeta de Alagoas sobre Nise da Silveira, Clara Charf e Théo Brandão. Organizadora da Antologia de Poetas alagoanos participando deste trabalho também com poemas. Crônicas e poemas publicados em jornais, Antologias e Revistas, destacando-se às publicações: Letras e Artes da Academia de Letras e Artes de Pernambuco, números 17 e 18 de 2009/20010, Revista da Academia Alagoana de Cultura. Dicionário de Mulheres Autoras de Hilda Flores-2011, Relato no Dicionario Mulheres de Alagoas ontem e hoje,2007. 68-A Geração que queria mudar o mundo – RELATOS maio/2011. Participou de várias Bienais no Rio de Janeiro,São Paulo, Bahia e Alagoas. Nasceu em Salvador a 09/10/1948 e faleceu a 05 de julho de 2017.
Membro da União Brasileira dos Escritores – UBE-PE. Fez lançamento de livros no Japão em 2006, 2008 e 2014. Idealizadora e coordenadora dos documentários “Vou Contar para os Meus Filhos” e “A Mesa Vermelha”.
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Entrevistas
Youtube 
1 - https://www.youtube.com/watch?v=2lX8Z6saXaA 
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2 - https://www.youtube.com/watch?v=-Kduvj8QaZk 
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3 - https://www.youtube.com/watch?v=EMCUWOF29KM 

Divulga Escritor
http://www.divulgaescritor.com/products/yara-falcon-entrevistada/ 
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Mini Seleta
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Folhas amarelas
caem no jardim da casa:
Dia de chuvisco.
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Não há tristeza 
no silêncio da tarde:
Hora da sesta.
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Serenidade - 
no Monte Fuji a neve
santificada.
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Bibliografia
Mapa da Cultura
http://mapadapalavra.ba.gov.br/yara-falcon/ 



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quarta-feira, 19 de julho de 2017

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Araken Guedes Barbosa: Haicais * Antonio Cabral Filho - RJ

Araken Guedes Barbosa
 : Haicais
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Araken Guedes Barbosa
 é alagoano de Rio Largo, nascido em 04 de outubro de 1947, filho de João Guedes Barbosa e Maria Madalena Barbosa. É irmão de Olga, Cecy, Hugo e Iran. Pai de João Temudjin, Janine e Toshimitsu. Casado com Ângela Alves de Araujo Barbosa. Trabalha na UFPE - Universidade Federal de Pernambuco, em Recife, no CAC - Centro de Artes e Comunicação, Departamento de Letras.  É praticante do Aikido (Shodan) faixa preta primeiro grau. Fundou o Grêmio Haicais Arrecifes, escreve haicais e pratica a pintura Sumi-ê. 

É Professor Adjunto do Departamento de Letras da UFPE, onde realizou seu doutorado em linguística aplicada ao ensino de línguas em 2005, título A Paráfrase como proposta linguístico - pedagógica  para uso no ensino de línguas. Bolsista fulbright junto à George Mason  University, fairfax,  onde lecionou inglês no ELI (Englihs Language Institute) EUA, (inverno 2000). Possui mestrado em letras também pela UFPE com o título O Ensino de Inglês nas Escolas Públicas de Recife: uma contextualização duvidosa? em 1989. Participou de uma extensão universitária  na Yokohama National University - YNU, oferecida pelo Mombusho - Ministério da Educação do Japão, como especialista de lingua inglesa ensinando inglês nas escolas públicas do Japão. Atuou como coordenador do curso de letras da UFPE pelo período de dois anos e enquanto coordenador foi membro do colegiado de curso do CAC - Centro de Artes e Comunicação. 

Pequena Seleta

A chuva lá fora:
busco em minha memória
um dia de sol
&
Depois do toró:
as fogueiras apagadas
e crianças tristes.
&
Na rua molhada:
as bombinhas dão xabu
e muita fumaça.
&
A fogueira morta:
casca de milho e sabugos
é o que restou.
&
Mudança de tempo:
esquecida no metrô
sombrinha dobrável.
&
Sob a chuva fina:
a luz de um poste ilumina
um gato furtivo.
&
Será a fumaça
que provoca essas lágrimas
nos olhos do velho?
&
O milho no espeto
nas brasas já quase extintas:
costume ancestral.
&
A pamonha velha 
esquecida num balcão:
parece comigo.
&
Mosca na canjica:
desconhece o São João
só conhece a fome.
&
Um forte estampido
e gritos "viva São João"
cortam meu cochilo.
&
O céu clareia
somente alguns instantes:
Depois, a chuva.
&
Fumegando à mesa
um café bem nordestino:
e a chuva não pára.
&
O dia inteiro
forró na minha cabeça:
Vai-se o mês de junho.
&
Resto de fogueira:
um jumentinho a comer
sabugos de milho.
&
Início de inverno:
nessas horas de insônia
a cama gelada.
&
Madrugada fria:
mas chega a inspiração
com mais dois haicais.
&
Ah esse silêncio
nessa madrugada fria:
minha companhia.
&
Sob a chuva fina:
o vulto de um felino
atravessa a rua.
&
Silêncio quebrado
nessa madrugada fria:
o canto de um galo.
&







Biografia
https://www.escavador.com/sobre/2727157/araken-guedes-barbosa 
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